segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Mesma receita, mesmo resultado


Foram dois testes duríssimos em jornadas consecutivas. Enquanto nós defrontámos um 'grande' e o quinto classificado em sua casa, o nosso adversário teve dois jogos caseiros com equipas de meio da tabela para baixo. Na sexta-feira até apanhou um adversário com treinador a fazer as malas. Bizarrias do futebol português. Pois a distância mantém-se e vem aí uma visita a Braga que nos pode trazer boas notícias. A conclusão óbvia é que estamos na luta e que a nossa dinâmica de resultados é já incomodativa para o nosso adversário, e isso começa a notar-se. Notou-se na nomeação de Xistra. Nota-se em pequenas intrigas como a suposta impossibilidade de se usar Soares, porque o negócio era de um suposto empréstimo. Nota-se nesta tentativa de passar a ideia de que o FCPorto joga pouco e de forma demasiado defensiva. Que é apenas sorte. Até é verdade que ainda não estamos a um nível que gostaríamos, mas falta analisar o recente poder pífio da inexistente 'avalanche' ofensiva do Benfica. Nós aqui preocupamo-nos com o FCPorto e temos admitido que ainda jogamos pouco. Mas se tentarmos fazer uma análise comparativa com o que joga o outro candidato ao título, logo nos animaremos porque, ao contrário do que a propaganda vem pregando, eles têm problemas tão ou mais graves que os nossos. Será por isso interessante seguir os resultados desta semana.

Deixando as comparações de fora, vamos ao FCPorto em Guimarães. Mais uma vez, pobre, muito pobre ofensivamente. Seria fácil dizer que a culpa é do facto de termos jogado com o André André e com o Herrera, mas foram apenas intérpretes diferentes, com mais músculo, numa estratégia semelhante à da semana passada no Dragão. Herrera fechou junto ao lateral como aconteceu com Corona, e André esteve muitas vezes ao lado de Danilo, como aconteceu com Oliver. Ofensivamente, voltamos a chegar lá poucas vezes e sempre com perigo. As únicas diferenças que notámos foram, por um lado, o Vitória foi muito menos perigoso do que se esperava perante os níveis de posse que teve, e o Jota que entrou muito melhor do que na semana passada, resolvendo o jogo à terceira oportunidade de que dispôs. Ou seja, mais um bom resultado, fruto de um futebol que eu não gosto, assente numa muralha defensiva impressionantemente eficaz. E a eficácia tem sido o destaque destas últimas exibições: soberba eficácia defensiva e cirúrgica eficácia da finalização. Mas todos nos lembrámos do que aconteceu quando não houve essa eficácia: 0-0. Esse mesmo resultado que nos veio à cabeça quando vimos o onze inicial...

Individualmente, destacou-se mais uma vez o nosso MVP da época: Marcano. O verdadeiro capitão de equipa. Alex voltou às boas exibições com actuação determinante nos dois golos. Soares continua letal e muito combativo. A André tem-lhe faltado a parte do 'letal'. Jota entrou muito bem e muito melhor do que Corona. Brahimi, André André e Herrera, não estiveram mal, mas destacaram-se mais pela luta do que pelo desequilíbrio ofensivo. Maxi entrou bem no jogo mas foi baixando o rendimento.

Na sexta-feira, espero que se volte aos jogos de posse de bola superior a 50%. Mas mais importante que isso será a vitória, para que o Benfica entre em Braga em segundo lugar.

3 comentários:

Lamas disse...

Peço desculpa caríssimo cronista, mas o resultado desta semana foi 2-0 e não 2-1... ;)

prata disse...

Fizeste um esforço para não ser chato? Falhaste... :)

Anónimo disse...

Tenho um orgulho enorme em ver e sentir como esta equipa a jogar melhor ou pior combate desde o princípio ao fim do jogo para nos fazer vencer!
o #SOMOSPORTO está a reflectir-se dentro do campo!!

Abraço,

Artur