segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Jogar como nunca e ganhar... Desta vez...


Foi uma grande satisfação estar em primeiro lugar, nem que por poucas horas. Estamos inesperadamente numa posição de discussão do primeiro lugar, dependendo apenas dos próprios resultados e com um dos adversários afastado definitivamente dessa luta. Tal significa que, na pior das hipóteses, teremos evitado já em Fevereiro a pré-eliminatória da Champions que, cada vez mais, traz adversários temíveis, como aconteceu este ano com a Roma. Foi portanto um resultado óptimo em todos os sentidos. Se compararmos com a exibição, parece ainda melhor, mas já lá vamos. Sobra a pequena satisfação de riscar o Sporting da luta e dar uma lição aos dois faroleiros que os lideram, presidente-adepto e mestre-treinador. É bem saboroso ver este estado de coisas no ano em que jogaram as fichas todas. Poético até!

Mas vamos ao jogo. Troquei umas mensagens antes do jogo em que dizia que, em relação ao onze que Nuno apresentou, apenas trocava Soares por Jota. Burro! De facto, não podia estar mais errado. Ao contrário do que pensava, a táctica não se mostrou nada apropriada, e foi o Soares que nos salvou desse facto com a sua incrível  eficácia em dia de estreia. A minha ideia era a de que Nuno pretendia contrariar o jogo do Sporting assumindo o jogo e a posse, dotando a equipa de mais jogadores capazes de ter bola com qualidade, tentando adicionalmente pressionar os jogadores mais fracos do adversário, que são os laterais. Em suma, pô-los desconfortáveis e sem possibilidade de jogarem da forma habitual. É possível que tudo tenha mudado pelo facto de termos chegado ao golo na nossa primeira entrada na área, mas a verdade é que não conseguimos ter bola e Corona e Brahimi viram-se remetidos a funções de encostar aos seus colegas laterais para conter as constantes investidas adversárias. Toda a equipa bem longe da dupla da frente, o que fez com que Oliver fosse invariavelmente sobrevoado pelo jogo e remetido a acções defensivas. Ora perante tamanhos problemas como é que conseguimos ganhar? Simples. Tivemos uma eficácia ofensiva absolutamente invulgar, sem precedentes na época e potenciada por um reforço de inverno, para já, cirúrgico. Depois tivemos a habitual eficácia defensiva alicerçada no poderoso trio de centrais, a que se juntou mais uma grande exibição de Casillas num clássico. É caso para dizer que, perante tamanha apatia ofensiva, acabou por correr tudo bem!

Mas mais uma vez, não nos cansamos de alertar que este futebol não é o nosso. É o segundo jogo consecutivo em que somos suplantados em termos de posse de bola no Dragão. É o segundo jogo consecutivo em que beneficiámos de um factor absolutamente inesperado para ganhar um jogo que não dominámos. Contra o Rio Ave, foram as bolas paradas e ontem foi Soares. É uma fortaleza, mas tem fundações muito frágeis. Até quando é que a intensidade, o crer e a força das bancadas vai durar, se somos incapazes de controlar os jogos em vantagem e de afastar os adversários da nossa área? Nuno usa estes chavões que aprendeu num curso de comunicação da 'Planeta Agostini' mas são apenas 'sound bites'. Lembram-se da altura em que um resultado de 2-0 ao intervalo era motivo de descanso? Aí sim, havia fortaleza! Pode até acontecer que o FCPorto comece a jogar bem de tanto ganhar, jogando mal. As vitórias são um tónico com um poder que ultrapassa qualquer limitação de plantel ou de liderança técnica. Mas a verdade é que eu devia estar bem mais eufórico do que preocupado e eu diria que estou num 50-50...

Individualmente, terei de dar um MVP repartido entre Soares e Casillas. Um MVP na primeira parte e outro MVP na segunda. Soares deixa água na boca, e veremos se temos Derlei ou não. Casillas guarda o melhor para os embates com os grandes e voltou à nota épica da Luz, no ano passado. De resto é de enaltecer o excelente passe de Danilo no segundo golo, e  o esforço contra natura de Brahimi e Corona no apoio aos laterais. Os centrais tiveram demasiado trabalho e apenas foram batidos em dois lances de bola parada e num golo em que Gelson ganhou três ressaltos. Perante tanto trabalho a nota tem de ser positiva. Alex apanhou com o melhor jogador adversário e a sua exibição ressentiu-se. Até nas bolas paradas esteve pior. André Silva esteve pior que Soares mas pareceu um erro gigantesco tirá-lo tão cedo. Se há jogador que dura os noventa minutos é o André e viu-se que fez falta no final perante os problemas físicos evidentes do Soares, do Corona e do Oliver. Incrível como o jogo em que mais parecia 'estourado' foi o jogo em que fez os 90 minutos. De facto, Nuno é mesmo imprevisível e assustador nas suas opções de banco.

Mas estamos lá em cima na luta! Há que manter a pressão na frente apesar de se seguir uma das deslocações mais difíceis da época.

3 comentários:

Anónimo disse...

O Casillas salvou aquilo que provocou com um grande frango.

Abraço,

Artur

Lamas disse...

Também disse logo quando sofremos o golos... muito mal batido... o remate, apesar de forte, é muito para o meio e Iker teria que fazer mais... mas também tem três intervenções fantásticas... duas na segunda e uma na primeira que não contou, mas que também foi brutal... mas o momento aos 92 é de outro mundo!!!

prata disse...

frango é forte para uma bola a pingar ali e para o angulo de contrapé.