segunda-feira, 22 de maio de 2017

Despedida/o



Se há coisa que a equipa demonstrou sempre durante a época foi empenho máximo. Sempre, até hoje. Pareceu-nos que esse era um sintoma de que, apesar de todas as bizarras opções do treinador, pelo menos tirava empenho dos jogadores e estes estavam com ele. Hoje já não estou tão certo disso. Será que o que se viu hoje é fruto da descompressão ou é um sinal de que até os jogadores estão fartos de Nuno Espírito Santo? Só podemos conjecturar... Posso dar apenas a minha opinião. Para mim chega! 

É esta a atura certa para decidir estas coisas. Nos próximos dias há que perceber se é este o rumo que queremos. Se queremos um treinador que nos deu o 'quase' e se acreditamos que ele será capaz de melhor num campeonato menos inquinado. Mas o segredo para a decisão está aqui. Este foi um campeonato inquinado, mas foi também um campeonato em que nenhum dos candidatos ao título jogou um futebol sequer convincente. Importa portanto saber se o treinador fez tudo o que se lhe exige para ser campeão? Tem atenuantes, mas é claro que não! Podemos jogar muito mais. Podia e devia ter tirado mais dos jogadores ofensivos e não apenas dos defensivos. Chegamos ao final da época sem saber como a equipa joga. Lembram-se dos desenhos? Mais concretamente do que Nuno dizia enquanto rabiscava? O FCPorto jogou assim em dois ou três jogos. Ainda ontem estreamos uma táctica ofensiva nova com dois extremos que procuram muito mais o meio do que a linha e com uma troika de médios de transição em vez de médios criativos. Nuno estava com medo do que poderia acontecer com a descompressão... É este o pior defeito de Nuno Espírito Santo. Está sempre mais preocupado com o que mal que nos pode acontecer, do que com o mal que podemos infligir no adversário. Vistas curtas para um treinador do FCPorto.

Quanto ao jogo, foi um desastre. Um zero de ideias e resultado justo. Pior que o resultado foi o facto de, graças ao inexplicável Arouca, nem sequer termos conseguido descer o Tondela. São sempre 6 pontos garantidos para um adversário directo...

Individualmente, não dou MVP porque foi tudo muito mau. Mas há que destacar a tenebrosa exibição de Felipe. Mas os colegas não andaram longe...

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Ressaca


Agora que tudo ficou decidido e que a classificação está fechada gostaria de enaltecer o papel dos adeptos, este ano. Não foi fácil sair de casa para ir ao Dragão num dia de ressaca como o de ontem. Tal como foi acontecendo ao longo do campeonato, os adeptos estiveram lá para apoiar. É algo de que Nuno Espírito Santo não se poderá queixar. Os adeptos estiveram sempre com a equipa e com ele, apesar de todas as recentes desilusões. Posso tentar ignorar esta história dos Colectivo, enquanto não se souber exactamente o que se passou. Mas a ser verdade que teve a ver com a intenção de impedir que passassem tarjas com frases de protesto, seria especialmente grave num ano em que as coisas correram especialmente bem. Quanto à outra claque, já sabemos que vamos estar na lista de multas desta semana.

Importa perceber porque é que os adeptos foram mais compreensivos do que nos anos anteriores. Muitos dirão que se deve ao facto de termos estado na luta até à penúltima jornada. Também estivemos perto no primeiro ano de Lopetegui e isso não impediu uma contestação bem superior no caso do espanhol. Também não me pareceu que a exigência tenha sido inferior. Os nosso níveis e exigência mantém-se bem altos, mesmo num ano em que muitos reconhecem que teríamos, à partida, o plantel com menos soluções dos 3 grandes. O que me parece é que Nuno, apesar de não ter conseguido tirar o máximo rendimento da equipa, conseguiu tirar o máximo comprometimento dos jogadores, e os adeptos souberam reconhecer isso. E depois temos talvez o factor principal que é sentimento de injustiça que todos sentimos este ano. Este foi um campeonato demasiado inquinado para que se possa estabelecer com rigor comparações com o Campeão. Seria a mesma coisa que comparar os tempos entre uma corrida de 100 metros com uma de 110 metros com barreiras. É certo que nós derrubámos algumas barreiras, mas é mais fácil correr sem as ter pela frente... Por isso não darei nunca os parabéns a um Campeão destes. Nem Nuno o deveria fazer.

Individualmente, foi um jogo muito atrapalhado e sem grandes destaques idividuais. Gostei de Otávio, Herrera e das entradas na segunda parte de Jota e André Silva. Casillas ainda teve de fazer algumas defesas difíceis. Pela negativa as opções iniciais de Nuno que lançou a confusão táctica na equipa, com um esquema diferente estreado na penúltima jornada.

Na próxima semana, a equipa terá mais uma oportunidade de agradecer aos adeptos o apoio que tem sido dado.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Feito



Terá sido o 'canto do cisne', este empate na Madeira. O campeonato está praticamente perdido. Isto apesar de continuarem a ser muito poucas as diferenças entre o FCPorto e o seu adversário. Ficou mais uma vez claro neste fim-de-semana. O Marítimo marca de canto na única oportunidade de golo que teve em 90 minutos e o Rio Ave não concretizou nenhuma das suas várias oportunidades para marcar e nem lhes permitiram tentar concretizar um penalty claro sobre o nosso miúdo Rafa Soares. Tem sido bastante frustrante acompanhar o FCPorto este ano. Por um lado,  a equipa tem apresentado índices de entrega ao jogo e de resiliência que são assinaláveis. No entanto, o futebol que temos apresentado é constantemente medíocre! Já sei que me vão dizer que o futebol do mais que provável Campeão, apesar de todos os milhões gastos e de todo o colinho, não é melhor. Concordo mas não é algo que me traga consolo algum...

Não tenho consolo, nem tenho grande esperança no futuro próximo. Pode ser do estado depressivo, que tem sido habitual por esta altura nos últimos 4 anos, mas a próxima época parece-me estar inquinada à partida por dois factores fundamentais. Há muito tempo que foi anunciada, em sede de orçamento, que o plantel deverá sofrer grandes baixas para obter encaixe financeiro. Estou a pensar que Danilo e Brahimi serão baixas certas, mas não excluo a possibilidade de vendas prematuras de André Silva e Ruben Neves. Mas o que me preocupa mesmo é a manutenção de Nuno Espírito Santo. Muitos defendem que estivemos na luta graças ao nosso treinador, mas há muita gente que acha que estivemos na luta apesar dele. No meio andará a verdade, mas eu tendo mais para o 'apesar dele'. Porque eu sou daqueles adeptos que gosta de um futebol autoritário, com bola, com uma equipa que não recorre a futebol directo, com um futebol que consiga tirar o melhor proveito de todos os seus jogadores mais talentosos e não apenas de um único jogador a quem se entrega toda a responsabilidade de criar coisas diferentes, normalmente Brahimi. Ora nem na nossa melhor fase tivemos desempenhos plenamente satisfatórios. Lembro-me de um jogo em que jogámos um futebol parecido ao que aprecio e foi o jogo com o Leicester. Nunca mais voltei a ver um futebol assim. Nem mesmo quando ganhámos uma série longa de jogos. Nessa série tivemos exibições bem tremidas como a vitória em casa com o Rio Ave, em que tivemos cerca de 45% de posse de bola. Impensável para o um FCPorto que se quer autoritário no Dragão. Já sei que não se vai dispensar um treinador que perde o campeonato por poucos pontos, num ano que em que as manobras de bastidores têm tido uma influência escandalosa. Mas, na minha opinião o crime vai compensar a dobrar. Ganham o campeonato e, por sorte, garantem que o ponto mais fraco do adversário se mantem.

Nuno voltou a desiludir na Madeira. As opções iniciais foram estranhas, desde a exclusão de Layun por um miúdo que nunca tinha jogado, à titularidade de Herrera. As exibições destes dois não foram más mas nunca saberemos o que seria se entrássemos em jogo verdadeiramente para ganhar e com todas as nossas melhores armas. É até ridículo acabar o jogo com 3 pontas-de-lança. Quando se joga essa opção é dizer à equipa: «desisti de ganhar o jogo com táctica». Depois tira Otávio, que estava a ser o melhor, mexe no jogo tarde e numa altura em que não estávamos a conseguir aproveitar o espaço para contra atacar. Jota teria sido uma opção para explorar esse jogo e que funcionou bem em Guimarães. Em suma, o  Marítimo foi feliz mas o FCPorto «pôs-se a jeito».

Individualmente, a equipa não chegou a apresentar um futebol convincente mas, quando se aproximou de o fazer, foi através de Otávio. O miúdo teve uma boa estreia num jogo muito difícil. Pela negativa, Felipe e Soares. É preciso muito cuidado com o que se faz destes dois jogadores. Já sei que é difícil criticar perante o rendimento global dos dois, mas é preciso ver o seu rendimento quando a exigência aperta. Nessas circunstâncias Felipe só manda bolas para a bancada e leva amarelos estapafúrdios. Soares, por sua vez, faz falta em todos os lances que disputa. É irritante sobretudo naqueles minutos finais em que perdemos metade das bolas bombeadas, em faltas ofensivas. O próprio Alex Telles tem tido uma tendência para erros em alturas cruciais. Vejam a forma como cede o canto que nos tirou dois pontos.

Há mais dois jogos para honrar a camisola. É o mínimo que se exige!

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Esperança


Depois de termos a prova de Chaves superada com nota positiva, continuamos com uma esperança ligeira. É uma esperança que aumenta e diminui de portista para portista. Os portistas que viram o adversário a permitir mais oportunidades em 10 minutos num jogo em sua casa do que o FCPorto nos últimos 5 jogos no Dragão têm mais esperança. Os que apenas vêem resumos e consultam a classificação têm menos. Os que tentam comparar calendários concluem que, agora, o nosso parece mais vantajoso. Os que vêem a forma como este campeonato tem sido cozinhado através de sinais como o infame castigo de Brahimi e a gritante disparidade de critérios arbitrais acredita menos. Uma coisa é certa: no final do próximo fim de semana teremos uma boa ideia sobre se teremos ou não campeonato até ao fim. Ambos jogam em campos muito complicados e nesses dois campos joga-se o título e o acesso à Liga Europa. Força Rio Ave!

Vamos ao jogo. As lesões e castigos trouxeram a obrigatoriedade de mudar a equipa. Nuno resolveu mudar ainda mais e tirou da equipa os jogadores que mais têm vindo a cair de produção: Oliver e André Silva. Se no primeiro caso a quebra pode ser física, no segundo a culpa é do próprio Nuno Espírito Santo. É aquela velha táctica de resolver o excedente de soluções com a colocação de um dos jogadores em locais que não o favorecem e esperar que seja o próprio público a exigir que ele saia da equipa. É uma 'chico espertice' clássica, mas no entretanto empatámos três jogos... Abordarei este assunto no final da temporada mas, independentemente do resultado, direi que Nuno tem muita responsabilidade no facto de termos chegado a Abril dentro da luta. Mas as suas limitações surgiram hiperbolizadas neste período em que não conseguimos 'dar a estocada final'. Esperamos que o consigamos agora nestes últimos três jogos.

Houve portanto muitas mudanças no onze, do meio campo em diante. As mudanças no meio campo foram as que tiveram efeitos mais proveitosos. Ruben dá outra fluidez ao nosso jogo e Otávio é hiperativo e está sempre em jogo, seja a tocar, seja a assistir, seja a picar o adversário, seja a levar pancada. Já tínhamos saudades deste menino. Na frente, Jota e Corora deram velocidade, mas pouco mais. Não estiveram muito inspirados. O jogo ganhou-se a meio campo, pela dinâmica e pelas bolas que se ganharam no campo adversário. O maior exemplo é o primeiro golo que é uma segunda bola ganha na raça pelo André André, num momento em que até estávamos a reclamar mais um penalti não assinalado. Boa vitória, mas não convem esquecer que voltámos a demonstrar muito pouca produção ofensiva numa das partes. Lembro-me apenas dos livres de Ruben Neves.

Individualmente, nota muito alta para todo o meio campo e MVP claro para André André. Gostei também mais de Jota do que de Corona. O resto são notas regulares. Apenas uma nota negativa para Maxi. Não lembra a ninguém aquela entrada, sabendo do nosso habitual tratamento arbitral.

No próximo fim-de-semana somos nós a jogar antes. Há que pôr pressão alta no jogo de Vila do Conde!

domingo, 23 de abril de 2017

Idem


Começa a ser fastidioso este exercício de cronista que faço ao Domingo. É que não consigo dizer nada de novo. Vamos ao resumo do costume? Aqui vai: voltámos a dar uma parte de avanço e voltámos a ser roubados. Fim de crónica.

domingo, 16 de abril de 2017

O campeonato num jogo


Pode parecer pelo título do post, mas estão enganados se julgam que este é uma crónica do adeus ou do meu anúncio do fim da esperança. Nada disso! É apenas uma constatação de que a nossa época se pode resumir neste jogo e nesta frase que o resume: Empate resulta da nossa habitual tendência para apresentar rendimentos demasiado dispares entre duas partes do jogo e da equipa de arbitragem, e o seu carácter humano... 

Esta humanidade do erro tem vindo a brindarmos com dificuldades acrescidas deste a segunda jornada do campeonato e não é expectável que tal vá mudar até ao final. Seria mais uma razão para que a equipa entrasse em campo com outra atitude competitiva. Mas repetiu-se o medo cénico que vimos na Luz. Uma grande segunda parte não chegou para inverter o que de mal se fez na primeira. Mais uma vez vamos ouvir argumentações que levantam o problema da ausência de Corona do onze, dado o seu efeito quando entrou na partida, algo que já se tinha visto no fim de semana passado. Mas o problema está na insistência neste desenho de ataque híbrido, em que não se percebe bem o que se exige a André Silva. Tem de abrir pela direita ou tem de apoiar Soares pelo meio? Ou as duas hipóteses anteriores? Nem Nuno sabe... É um problema recorrente e até poderia ser uma daquelas dinâmicas que evoluísse ao longo dos largos minutos em que tem sido implementada. Mas não! Tem piorado. Enquanto assim for, parece-me óbvio que não deverá ser tentada novamente e também me parece que Nuno vai ter de passar a usar a dupla da frente com Brahimi e Corona nas alas. Para a semana até terá de ser Otávio dado a cirúrgica escolha do quarto árbitro na expulsão de Sábado. Mais uma vergonha!

Dizem por aí que esta foi a deslocação mais difícil até ao final do campeonato. Pois eu estive lá e não me parece que este Braga esteja ao nível de Marítimo e Chaves. Talvez o Braga mais frágil que vi nos últimos dez anos. As lesões não ajudam e parece-me que o treinador que escolheram também não.

Individualmente, continuarei a destacar Brahimi. Claro MVP e o nosso único farol quando as coisas não estão a correr bem. Foi um erro tirá-lo de campo e faria muito mais sentido não mudar, ou tirar André Silva por Jota. Corona voltou a entrar muito bem e quase deu a volta ao jogo. Pela negativa tenho três destaques. Alex Telles ficou a filmar o golo do Braga quando podia ter acabado com o lance na raiz. Felipe ficou amarelado no primeiro minuto. São os dois jogadores em mais se nota o nervosismo. Quem também não esteve nos seus dias foi Oliver. Ainda por cima teve o erro que quase nos tirou do jogo. André André não esteve muito melhor e Danilo também esteve muito lento a soltar a bola.

Toda a esperança em Alvalade! É o que nos resta... Mas entretanto, temos de resolver a questão da diferença de golos já contra o Feirense.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Diferença de golos


Senti o Dragão inquieto mas acabou por ser o jogo tranquilo que todos ansiávamos. A segunda parte do jogo começou com alguma 'trapalhada' e com lembranças traumáticas do último jogo no Dragão, mas cedo se  transformou numa contagem de golos que irão contribuir para o nosso potencial de diferença de golos. Os mais atentos não esquecem que esse pode ser o factor que decide o campeonato.

Voltámos àquele híbrido estranho de ter dois avançados e em simultâneo não os ter. André Silva bem tenta ser útil neste esquema mas está difícil. Muito faz ele ao lutar por todas as bolas como se fossem as últimas e ainda conseguiu uma assistência para o primeiro golo de Danilo. Mas não me parece que este seja um esquema que aproveite bem as potencialidades de ter dois goleadores em campo. Nuno tarda em encontrar uma solução para estas dificuldades. Ainda há muito a trabalhar em termos de posicionamento. Muitos tenderão a associar a saída do miúdo e a entrada de Corona com os golos da tranquilidade mas, dos 60 aos 70 minutos, multiplicaram-se as oportunidades de golo e parecia certo que o golo ia surgir a qualquer momento. Vitória justa e calma que não apaga, no entanto, uma notória bipolaridade exibicional dentro jogos. Foi clara a diferença de rendimento entre a primeira e a segunda parte. Com o Setúbal tinha sido ao contrário... Em Braga vai ser preciso um rendimento mais constante ao longo do jogo e julgo que Nuno, perante a primeira parte de ontem, deverá voltar ao esquema da Luz.

Individualmente dou o MVP a Brahimi. Voltou a ser o mais desequilibrador e é o nosso jogador em melhor forma. Surpreendentemente gostei de Boly. Foi a primeira vez que gostei. Esteve melhor que Felipe. A propósito, há por aí um linha da cartilha que nos tenta iludir e dizer que Felipe deveria ter sido expulso. Foi mesmo à minha frente e o jogador que para quem se destina o passe cortado pelo Felipe, supostamente com a mão, está claramente em fora-de-jogo. Não acreditem em tudo que vos dizem, mesmo sendo no tribunal d'o jogo que até costuma ser 'amigo'. Gostei também da entrada de Corona que surtiu efeito quase imediato. Não tenho notas negativas.

Em Moreira de Cónegos continuaram duas tendências que vêm marcando o campeonato em 2017. Por um lado, a falta de vergonha continua e foi mais uma arbitragem 'amiga'. Por outro, a qualidade exibicional do nosso adversário mantém-se pobre. Como diria o nosso mal amado ex-treinador Lopetegui, este Benfica dá-nos «mucha ilusion»...

domingo, 2 de abril de 2017

Tudo na mesma - parte 2


Falhámos pela segunda jornada consecutiva o assalto ao primeiro lugar e deixamos de depender apenas dos nossos resultados para chegar ao título de Campeões nacionais. Esta é de facto a grande conclusão a tirar do nosso resultado na Luz. Já sei há atenuantes, que é difícil vencer nesse estádio, que o jogo não nos correu propriamente bem, etc.. Estou menos confiante do que o que estava antes do jogo, pelo simples facto de já não dependermos de nós e de faltarem apenas 7 jogos para o final. Não me venham com a história de o Sporting poder ajudar. O FCPorto não se fez de 'jeitinhos' de adversários. Fez-se de vitórias! Ainda acredito, mas agora estou mais apreensivo. 

Quem não parece estar apreensivo é o Eng. Luís Gonçalves que pareceu festejar o empate no relvado. Já percebemos que ele tem um estilo de dirigente de 'coração ao pé da boca', mas exige-se mais prudência quando se festeja um empate que apenas adia as decisões e que nos deixa dependentes dos resultados de outros.

Vamos ao jogo. A entrada em jogo foi o que mais me desiludiu no jogo de ontem. Era fundamental entrarmos com autoridade. Todos o sabíamos e todas as equipas que lá ganharam este ano fizeram assim. Não o conseguimos. Os primeiros passes não saíram, a pressão era forte e nós sabemos que este FCPorto deste ano não demonstrou nunca ser capaz de gerir o jogo com calma e em posse.  E assim entrámos na 'vertigem' que era o que o adversário queria. O golo saiu cedo e isso ajudou a agudizar o problema ainda mais. Temia-se o pior, até que Brahimi começa a pegar no jogo.  Aí sim, tivemos bola, causámos problemas e jogámos bem até chegarmos ao golo. E chegámos ao golo porque entrámos na segunda parte como deveríamos ter entrado na primeira. O problema aqui foi que não conseguimos cavalgar na onda que criámos. Tivemos logo a seguir dois bons lances, sendo que o de Soares quase dava golo. Mas bastou um lance de perigo do adversário para que a equipa se assustasse e acabámos por passar o resto do jogo a sofrer mais do que a causar sofrimento. Aí valeu San Iker, mais uma vez. Saímos vivos, mas em pior posição do que a que estávamos quando entrámos.

Individualmente, dois jogadores acusaram a pressão: Felipe e Alex Telles. Apesar de o segundo ser reincidente, o primeiro teve erros mais graves. Dou o MVP a Casillas porque acabou por ser decisivo a defender a vantagem. Mas o jogador que gostei mais foi Brahimi. Foi o primeiro a elevar o seu nível de jogo e só aí é que a equipa se soltou. Além disso, foi o que criou mais problemas e é ele que começa a jogada que resulta no golo. Marcano e Danilo estiveram  a um bom nível. André André e Oliver foram oscilando com o jogo mas dou nota positiva no global. Corona apareceu no início da segunda parte em bom nível mas foi pouco. Soares também apareceu muito pouco.

Quanto ao árbitro, há um erro grave no julgamento da marrada do Jonas. Grave e propositado. Aceito o penalti apesar de reconhecer que é ridícula a forma como o Jonas se atira para cima do Felipe. A impunidade é tanta que nunca teve de aprender a mergulhar em condições. Depois Pizzi continua a sua saga de fugir aos amarelos. Já a defesa do FCPorto não teve hipoteses e foi toda premiada pela sua excessiva e selectiva 'violência'. Fomos muito penalizados na análise às segundas bolas e já sabemos que é assim que os melhores artistas da arbitragem inclinam os campos. Há um lance de fora-de-jogo de Jota mal assinalado que o pôs na cara de Ederson. Erro grave, talvez o pior de todos.

Resta-nos ganhar 7 jogos seguidos. Já o fizemos neste campeonato.