domingo, 17 de setembro de 2017

Mesmo com Herrera...


Vou ter de rever aquela primeira parte com o Besiktas. Tenho de perceber o que é que aconteceu para que se prescinda de Oliver nestes cerca de 135 minutos tão importantes para a equipa. Para mim, tem sido um dos melhores jogadores da equipa e dos que melhor se adaptou a este esquema de Sérgio Conceição. É o único jogador que consegue colar as duas partes da equipa evitando, na medida do possível, um jogo demasiado partido. Além de que é, para mim, impensável prescindir dos melhores, quer na Champions, quer numa das deslocações mais difíceis do ano na Liga portuguesa. Muito contente com o resultado, mas muito assustado com as opções iniciais de Sérgio Conceição. 

Quando um Grande enfrenta uma equipa que tenta jogar, o plano terá de ser o de evitar que eles joguem da forma a que estão habituados. Para nós isso devia ser simples: evitar que eles tenham bola. E aqui entra o meu choque com a ausência de Oliver das opções iniciais. E o susto começou com o anúncio do onze mas ainda não passou com a alegria da vitória. Será que Sérgio Conceição irá recorrer ao músculo, quando as coisas correrem mal ou quando o adversário for mais difícil? Poderão referir que a equipa, até não jogou mal. De facto, trouxemos os 3 pontos, mas terá sido uma grande exibição? Eu não acho. Em primeiro lugar, este foi o primeiro jogo do ano em que não tivemos a primazia em termos de posse de bola. Fizemos também menos 150 passes que o adversário. Isto para não falar do facto de Herrera ter sido o jogador em campo com mais perdas de bola. 11 vezes! Danilo e Oliver têm até agora uma média pouco superior a 2 por jogo... Marega, Aboubakar e Brahimi têm médias entre 5 e 6... Para não 'bater mais no ceguinho', concluirei que o Sérgio arriscou e saiu-se bem. Apenas espero que esta solução não seja recorrente.

Mas se me queixo da falta de posse de bola e de Herrera, também tenho de elogiar a outra 'face da moeda'. O jogo ganhou-se na raça e nas muitas recuperações de bola que conseguimos. Algumas no meio campo ofensivo. Outro dado estatístico interessante é o das faltas. Foram 25, quase o dobro das do adversário. Demonstra a clara diferença em termos de agressividade, que foi fundamental para o resultado final. Pena que não tivéssemos conseguido capitalizar essas recuperações e transformá-las em jogadas de golo. A partir do momento que chegámos ao golo, numa bola parada, o jogo ficou de feição para a nossa estratégia de saídas rápidas para o ataque. Pecámos demasiado no último passe e até na finalização. Ainda deu para duvidar um pouco com aquele golo atípico, que misturou uma 'nabice' do Felipe com um posicionamento deficiente de Ricardo, que tinha acabado de chegar ao lugar de lateral esquerdo.

Individualmente, dou o MVP a Danilo. É isto que precisamos: agressividade, segurança e amplitude de acção. Há quem diga que isto só sucede quando tem um jogador mais defensivo ao lado. São opiniões. Para mim ele jogou bem porque jogou ao seu nível. Ou melhor, jogou bem, apesar de Herrera. Não sei bem se o MVP é justo, porque Marega também fez por merecer. Grande intensidade e grande velocidade. Pena que os pés nem sempre acompanhem... Também gostei de Brahimi. Pela negativa, além de Herrera, Aboubakar teve um jogo muito discreto. Especial destaque para aquela jogada irritante em que trava e não aparece no segundo poste para aproveitar a oferta de Marega. Otávio esteve bastante trapalhão no último passe.

Falta uma vitória para chegarmos a Alvalade com o pleno. Será muito importante que se concretize este objectivo!

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Ilusão, depressão


Há várias lições a aprender depois do jogo de hoje. Mas o mais importante é não embarcar em ondas, sejam de depressão, depois de resultados adversos, sejam de euforia quando corre bem.

Vamos à primeira lição. Já aqui tínhamos avisado que a defesa estava ainda longe do nível do ano passado, apesar do enganador registo até hoje. Compreendemos que o desígnio é outro e que se aceita sacrificar alguma segurança defensiva para conseguir ter mais talento na frente e mais homens nas zonas de finalização. Sendo assim, temos de saber reagir aos golos sofridos com uma intensificação da pressão. Foi possível reagir bem ao primeiro golo, mas deu-me a ideia que o segundo golo nos 'matou'. A partir daí a equipa jogou sempre em esforço e de uma forma demasiado descontrolada para uma Champions. É certo que isso nos valeu algumas oportunidades no início da segunda parte, mas também fez com que a equipa caísse muito no final do jogo.

Esta quebra física também é algo muito importante para os próximos tempos. Já sabemos que o plantel é curto, mas não vamos entrar em teorias de que não chega para este nível. Tivemos um adversário muito maduro e eficaz que teve um jogo que lhes correu excepcionalmente bem. Ainda assim, Sérgio tem de aprender a lidar com estas limitações. O jogo de Sábado já poderia ter posto algum travão a este ímpeto de 'vamos para cima deles com tudo'. Já sei que é o que nos tem entusiasmado neste treinador, mas o plantel disponível e a própria competição da Champions obriga a precauções extra que terão de ser tidas em consideração nos próximos jogos. Dou dois exemplos. Sem Aboubakar, não chocava ninguém se Sérgio optasse por ter um avançado no banco. Preferiu dar um sinal à equipa de que era para manter a dinâmica do início de época, mas limitou as suas próprias opções. Com 'todas as fichas' no plano A, o plano B é bem mais fraco. Óbvio. Outro exemplo é a dupla troca ao intervalo. Mais uma vez, tenta mudar o jogo de uma forma radical, para surpreender o adversário. E até resultou, visto que tivemos várias ocasiões para empatar no início da segunda parte. Mas quando o adversário refrescou a equipa, o FCPorto desapareceu do jogo. Concordo que alguma coisa teria de mudar. Mas optou-se por gastar duas substituições que fizeram falta a partir dos 70 minutos, quando a equipa quebrou fisicamente. Para mim, bastaria a troca de Otávio por Corona. Manteríamos a possibilidade de refrescar o meio-campo mais tarde, evitando a quebra final que nos impediu de forçar o empate, pelo menos.  Se o plantel é curto, torna-se fundamental ser mais cauteloso na sua gestão.

A última questão que quero abordar é a do dilema entre talento e intensidade. É óbvio que Corona e Oliver fizeram alguma coisa que irritou o treinador. Algo que desequilibrou a equipa na primeira parte e que fez com que o Sérgio sentisse a necessidade de optar pela segurança trazida por André André. Mas não vos deu a sensação que ficámos muito dependentes de Brahimi? Não faltou ali talento para fazer melhor? Isto para falar da diferença de talento e de qualidade entre André e Oliver e entre Corona e Marega. Esta é uma competição que não é muito complacente com diferenças de talento. É para ser jogada entre os melhores e há que fazer com que os nossos jogadores mais talentosos se sintam confortáveis para render nestes jogos, por muito que não consigam atingir a intensidade de um Marega.


Individualmente, dou o MVP a Brahimi. Foi o jogador mais perigoso e o que mais se aproximou do seu nível. Pela negativa, não faltam candidatos. Posso destacar o Danilo porque me pareceu o que jogou mais abaixo do seu nível, nomeadamente no lance do primeiro golo em que perdeu a oportunidade de matar o lance no meio campo ficando a 'filmar' o resto da jogada. Mas há outros jogadores que tiveram erros graves. Marcano deixa-se antecipar no primeiro golo, Casillas podia ter feito mais no segundo, etc. Uma última menção para Hernâni. Parece que este nível é demasiado para ele. Isto torna-se perigoso visto que ele era a única opção ofensiva no banco...

Em suma, foi um jogo que não correu nada bem. Fomos penalizados por um segundo golo, com Casillas mal batido, numa altura em que estávamos por cima. Este momento marcou a equipa, mas ainda assim, com o penalti não marcado e com maior eficácia na última decisão, estaríamos a fazer uma crónica diferente. Não vale a pena deprimir. Com mais eficácia poderia ter sido um jogo diferente, mas o resultado não choca ninguém. Temos de ir para o jogo com o Rio Ave de cabeça limpa.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Cuidado com as entradas!


Não! Não estou a falar dos 'sarrafeiros' que têm escapado ao 'rigor' do VAR. Nem tão pouco me refiro ao facto de, mais uma vez, perante a selvajaria do adversário, voltámos a ser nós a ver o primeiro amarelo. Estou-me a referir à nossa entrada em jogo. Sérgio Conceição habituou-nos na pré-época e nas primeiras quatro jornadas, a um FCPorto que entra com autoridade nos jogos e que tentar resolver os jogos cedo. Não foi o que vimos no Sábado, algo que se torna estranho, visto que jogámos depois dos nossos adversários directos e dado que há um jogo de Champions na quarta-feira. Ou seja, não faltavam razões para resolver a questão, o mais cedo possível.

É certo que entrámos muito melhor na segunda parte e que, nessa altura, marcámos cedo. Mas a equipa não estava tão bem como nos últimos jogos e bastou uma exibição menos conseguida de alguns jogadores para que tivéssemos alguma 'tremideira'. O 'soar do alarme' veio com as duas oportunidades do Chaves e logo se partiu para a tentativa e concretização de um resultado mais seguro. 

Mantivemos, mais uma vez a baliza inviolável, mas é uma estatística algo enganadora. Não sinto a equipa mais capaz defensivamente do que no ano passado. Antes pelo contrário. Mas reconheço que dificilmente o poderia ser, dada a forma como ataca. Muito menos se jogar o Layun que continua a ser o nosso pior lateral... Avançando o aparte, quero reforçar que é uma surpresa para mim esta sequência de baliza inviolável. Para mim, iríamos ter muito mais resultados 4-2 do que 1-0, mas não tem sido bem assim. O que é importante é não sobrevalorizar este facto e descansar com vantagens mínimas. Pelo que se viu no Sábado, isso pode ser e foi muito perigoso. Atento a isso, Sérgio Conceição lança André André nos dois jogos e Herrera em Braga. Um reconhecimento claro de que a equipa ainda não é ainda capaz de controlar o resultado com o esquema inicial. Ora isso torna ainda mais preocupante a nossa primeira parte de sábado. Tivemos a 'carne toda no assador' sem que tivemos qualquer proveito desse facto. Já sei que as preocupações são um pouco prematuras, mas não gostei muito do jogo de sábado e, dadas as exibições da concorrência, era um bom jogo para fazer uma demonstração de força.

Individualmente, dou o MVP a Marega. Há um mês isto seria impensável, mas foi jogador mais intenso e de rendimento mais constante. Gostei também de Marcano e das entradas de André André e de Soares. Pela negativa, Corona nem se viu e Danilo esteve bastante abaixo do habitual. Felipe também esteve problemático. Mas o destaque negativo vai para Layun. Não sei como foi possível enganar tanta gente durante tanto tempo. Hoje em dia, é um risco ter Layun em campo, mesmo nos jogos em casa.

Venha a Champions! Que saudades!

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Capa frugal



Não têm faltado elogios a Sérgio Conceição e aos seus primeiros meses de trabalho no FCPorto. Nós aqui, não temos fugido à regra. Mas... Escusam de me 'dar baile'! Esta capa do jornal O Jogo incomodou-me bastante. Já sabemos que é uma notícia encomendada. É assim a imprensa desportiva e já estamos habituados. O problema é que se tenta 'cavalgar' nesta onda de unanimismo em torno do treinador para nos passar ideias erradas e para esconder um defeso que foi muito complicado. Ainda por cima usa termos como 'Frugal' o que, na capa de um desportivo, é para rir... 

Para não me alongar em críticas ao processo de construção do plantel, porque estou a gostar da equipa e porque, para já, quero apenas desfrutar, vou propor apenas uma capa alternativa, frase a frase: 

Título - Conceição está a fazer uma casa bem jeitosa, dada a pouca mobília que lhe dão;

Subtítulo - Balanço de um Verão num T1 em Armação de Pêra, para quem está habituado a cruzeiros em veleiros nas Ilhas Gregas;

Rodapé:
-  Carga salarial aliviada: Alívio com os 18 atletas que saem e os 18 que foram emprestados, mal chega para aliviar o facto de permanecerem no plantel todos os jogadores caros;

- Recuperação de ativos: 6 jogadores regressaram pela 'porta grande' ao Dragão, mas a porta de saída para os miúdos do Olival parece ser ainda maior;

- 7 saídas e apenas uma entrada: 4 Guarda-redes e apenas 3 centrais, um 'trinco' e três avançados, para duas posições na frente de ataque;


Que venha rápido o campeonato porque, só vendo a equipa a jogar é que eu esqueço o resto...

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Teste superado



Normalmente a foto inclui o nosso MVP da partida, mas resolvi abrir uma excepção. Esta foto de Corona é mais uma imagem perfeita da revolução de Sérgio Conceição. Corona, que sempre pareceu um jogador que joga mais para ele do que para a equipa, aparece capaz arrancar a camisola com a felicidade de um golo. E fá-lo num ano em que se exige dele o dobro em termos defensivos e ofensivos. Há um lance que personifica o novo Corona que é um em que perde a bola em zona comprometedora e, segundos depois, aparece a cortar em mergulho de cabeça na área. Poderíamos dizer o mesmo ou arranjar lances com semelhanças de Aboubakar, de Marega, de Brahimi, etc. Começo a tender para concluir que treinar em futebol é 80% de psicologia e 20% de conhecimentos técnicos e de táctica. E o trabalho do treinador, nesse campo da psicologia, parece notar-se na atitude em geral e nestes pequenos pormenores como o festejo de um golo ou o grito colectivo no final dos jogos. Para quem não viu o de ontem, recomendo que voltem atrás na box. Foquem sobretudo o Otávio, Ricardo, Alex Telles e Oliver no final. Isto pode desaparecer com as contrariedades, mas parece claro que temos ali um bom espírito de grupo.

Passando ao jogo, esse espírito de grupo foi fundamental numa vitória em 'teste de fogo'. É certo que o Braga não chegou sequer a fazer um remate enquadrado com a baliza, mas chegou a ameaçar várias vezes, no final da primeira parte, e pareceu jogar sempre no limite da agressividade, bastante protegidos pela a habitual 'xistralhada'. Muitas faltas, muita luta e foi preciso o FCPorto adaptar-se a isso. Poderão reparar que as jogadas mais perigosas do Braga surgiram todas de lances em que os nossos jogadores não se conseguiram soltar da pressão ou até de lances faltosos do adversário. Lembro-me de duas perdas de bola de Brahimi em zona proibida e de dois lances que se sucederam a momentos em que, tanto Ricardo como Felipe, tinham a situação aparentemente controlada e perderam a bola. Ora, na segunda parte, não houve nada disso. Controlámos muito melhor o jogo e só as faltas de Xistra causaram alguns momentos de dificuldade. Ofensivamente, entrámos muito bem, como tem sido habitual. O jogo não foi mais descansado porque estivemos bastante desinspirados na finalização, especialmente Aboubakar, que teve um 'hat trick' de falhanços escandalosos. Tivemos oportunidades suficientes para ter resolvido o jogo bem mais cedo. Mas, mais que o desperdício, o grande destaque do jogo foi a forma como o controlamos na segunda parte. Com o resultado em 0-1, o Braga entrou uma vez na nossa área nos últimos 15 minutos e foi na sequência de uma falta desnecessária de Ricardo. Isto demonstra confiança, segurança e boa cultura táctica.

Individualmente, dou o MVP a Danilo que reinou naquela selvajaria que é um meio campo em jogos apitados pelo Xistra. Nota bastante alta para os laterais Ricardo e Alex Telles. Nota alta também para os jogadores que entraram na segunda parte, sobretudo o Otávio e o André, que foram fundamentais para segurar a vitória. Pela negativa, Aboubakar que falhou demasiados golos fáceis.

Chegada a primeira interrupção competitiva, estamos em boa posição. Seria muito importante chegar a Alvalade só com vitórias.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Calor


Não me lembro de uma tarde tão quente no Dragão. Arrisco dizer que se transpirou mais na bancada do que no campo. Não está em causa o esforço da equipa que, mais uma vez, foi impecável ao nível da entrega. Temos de contar com mais um fenómeno deste FCPorto de Sérgio Conceição, que é o de ter enchido o Dragão por 3 vezes consecutivas. 

Para tal, considero que o futebol que o novo treinador trouxe é importante, mas não é o único factor. Nota-se que a organização está mais apurada e preocupada em criar uma festa em redor do estádio que enriqueça ainda mais a experiência, nomeadamente para as famílias que vêm à bola. Algo que não ajuda é a qualidade inenarrável dos cartões de sócio. O meu, além de já nem se notar a minha foto, falhou pela terceira vez e os meros dez euros que me custou há um ano, começam a ser muito caros para a qualidade. Pela fila que estava à minha frente para resolver o problema, percebo que não fui só eu a ter azar na compra.

Vamos ao jogo. A equipa soube responder bem  ao muito calor que se fazia sentir, alimentando-se
talvez do calor que vinha das bancadas. De resto, se tivéssemos que explicar rapidamente o que mudou com Sérgio Conceição, bastaria exemplificar com os golos de hoje. No primeiro golo, tínhamos 3 para 3 na zona de finalização para atacar o óptimo cruzamento do Alex. E cheguei a contar 6 e 7 jogadores do FCPorto na área, em lances de bola corrida. Mas o segundo golo é mesmo paradigmático. Vemos claramente outra das características importantes deste FCPorto, que é a pressão em todo campo, e temos também  4 para 2 na carreira de tiro, algo que permitiu falhar duas vezes antes da concretização do golo. O último golo resulta igualmente desta necessidade de pôr pressão constante nas defesas contrárias. Esta atitude tem-nos valido muitos golos neste início de época e que pode ser uma das chaves no jogo da próxima semana em Braga.

Gostei que Aboubakar tivesse conseguido recolher uma boa dose de confiança, que é fundamental para um jogador nesta posição. Mas o que me deixa mais contente é esta fúria com que a equipa ataca os resultados. Esta intensidade ofensiva é o fio condutor das exibições da equipa que não descansa enquanto não tem um resultado seguro e, mesmo nessas alturas, poderá a qualquer momento marcar golos como o terceiro de Aboubakar. Irritou-me um pouco algum desconforto na minha bancada com o facto de não termos conseguido uma goleada igual à dos adversários.

Individualmente, MVP claro para Aboubakar. Teve menos oportunidades claras do que no jogo com o Estoril, mas com a eficácia que se lhe exige. Já Marega, fez um jogo bem melhor do que o que tinha feito contra o Estoril e não conseguiu marcar. Destaque para o excelente remate à barra e o passe que isolou Hernâni. De resto não tenho grandes destaques. Alex esteve melhor que a surpresa Maxi, mas o passe para o primeiro golo pode ajudar a esquecer que não fez um grande jogo ao nível do cruzamento. Oliver continua a ser dos melhores e esteve, mais uma vez, melhor do que Danilo, que vem melhorando a cada jogo. Nos centrais destaque para os pés de Marcano que estavam ligeiramente tortos. Corona voltou a estar melhor que Brahimi (limitado) e Otávio (desastrado). Iker sujou o equipamento uma vez, na segunda parte.

O próximo jogo em Braga é capaz de ser o jogo mais difícil de um calendário inicial que me pareceu simpático. Teremos uma semana para carregar o Ricardo com anti-histamínicos, antipiréticos e, eventualmente, antibióticos... Ironias à parte, será importante encetarmos uma 'invasão' ainda maior que a do ano passado!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Mais dois pontos!



Já sabíamos que o jogo era complicado, já lá vão 124 anos de história e só tínhamos ganhado por uma vez em Tondela! Já sei que os ‘haters’ vão dizer que só lá fomos jogar duas vezes…

Tirando dados estatísticos e analisando o jogo pelo jogo, acho que é pacífico dizer que ganhamos sem brilho mas temos que levar em linha de conta várias situações. Desde logo, a forma de jogar do Tondela: o mister Sérgio falou em futebol direto e bolas longas no avançado, a isto eu chamo ‘jogar à distrital’ e ao Porto custou adaptar-se a este futebol, até porque o nosso futebol este ano caracteriza-se por pressão altíssima mas como podíamos pressionar alto se a bola não parava no setor defensivo do Tondela? Era sempre chutão na frente!

O Porto chegou a pecar neste aspeto: entrou no jogo deles e respondeu muitas vezes ao futebol direto do adversário com muitas bolas igualmente diretas para Aboubakar e Marega, mas sempre que tentamos sair rápido para o ataque com rápidas variações de flanco, vamos chamá-las de basculações, criamos sempre perigo e foi assim que chegamos ao golo no qual temos que destacar a assistência primorosa de Telles!

Desta vez tenho uma frase que foi dita no final do jogo quando se falava do aproveitamento do Aboubakar: “se ele falhar muitos golos mas golearmos por 4-0 e quando não faturarmos ele marcar o golo da vitória, para mim está perfeito…”.

Era preciso o segundo golo para evitar qualquer balde de água fria e estivemos perto, principalmente na bola ao poste do Vincent. O Tondela já tinha colocado mais um avançado agressivo na disputa da bola como é Tomané e perante os nossos defesas (leia-se Felipe) que caem na armadilha da falta fácil, ganhou vários livres perto da área que podiam causar alguns calafrios. Engraçado que se calhar o maior calafrio foi provocado por aquela jogada típica de futebol de praia entre Iker e Felipe…

Nota para as 3 alterações do mister Sérgio, todas de tração atrás. Gosto do pragmatismo, chega a uma altura do jogo que mais vale meter as trancas na porta e não esticar demasiado a equipa mas fico com a sensação que Óliver sai demasiado cedo do terreno de jogo e aí perdemos o cérebro (eu sei que Herrera ter entrado não ajuda, mas mesmo assim...).

Foram mais dois pontos... em relação ao ano passado! Venham os próximos, venha mais um Mar cheio azul!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Tasse, Mano!


Chega a ser até um pouco ingrato face ao caudal ofensivo do Porto e às oportunidades que dispusemos (vamos esperar que Aboubakar tenha falhado quase tudo no jogo de ontem) que o nosso abre-latas tivesse uma colaboração tão decisiva de um adversário. Não é que a vitória estivesse em causa ou os alarmes já estivessem a soar, afinal de contas já tínhamos feito golos (invalidados) e sofrido faltas para grandes penalidades (não assinaladas), mas a assistência de Mano foi primordial para abrir caminho para mais uma goleada.

A pressão que os nossos jogadores incutem na recuperação de bola mesmo na zona defensiva do adversário proporciona muitos erros nas equipas que defrontamos, tal como vimos no jogo de apresentação contra o Depor. O reverso da medalha é que se o adversário consegue sair desta zona de pressão ficamos muito mais expostos e vamos obrigar Casillas a fazer muitas mais defesas espetaculares como as de ontem. Acho que vale a pena o risco.

Como alguém dizia no intervalo do jogo: “Se há um ano atrás me dissessem que no jogo inaugural para a Liga 2017/18, o primeiro golo iria ser marcado por Marega, eu se calhar mandava-o ir brincar com o c******…”. Acaba por ser um bom elogio ao trabalho efetuado pelo Sérgio Conceição até ao momento: uma equipa sem reforços, recuperou prostrados e aplicou uma intensidade e dinâmica totalmente diferentes. Vamos ver até quando.

Relativamente ao jogo, o MVP é de Oliver: constrói jogo junto aos centrais, recupera bolas, cria desequilíbrios na frente (ver 2º golo) e ainda faz duas assistências! Grande jogo, merecia que Brahimi o assistisse depois de mais uma brilhante jogada para o 5-0 aos 73m! Parece, também, que encontramos um capitão à moda antiga! Renovem já com ele!

Uma última nota para o VAR (vídeo-árbitro) a mostrar logo na 1ª jornada que se calhar as coisas não estão muito diferentes: FCP prejudicado (penalty por assinalar); slb beneficiado (invalidado golo regular). Tudo normal…